{"id":915,"date":"2009-11-27T19:01:09","date_gmt":"2009-11-27T19:01:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/?p=915"},"modified":"2021-01-15T19:03:22","modified_gmt":"2021-01-15T19:03:22","slug":"ondas-hertzianas-cada-vez-mais-digitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/?p=915","title":{"rendered":"ONDAS HERTZIANAS CADA VEZ MAIS DIGITAIS"},"content":{"rendered":"<p>Em pouco mais de dois meses o sector de r\u00e1dio viu surgir duas novas esta\u00e7\u00f5es (a Super FM e a r\u00e1dio Am\u00e1lia), assistiu esta semana \u00e0 chegada da Mega Hits, esta\u00e7\u00e3o do grupo Renascen\u00e7a, a Braga, e ao aparecimento de novas empresas que olham para a plataforma online e para o mobile como forma de fazer chegar a m\u00fasica a novos ouvintes e, com isso, gerar neg\u00f3cio. Uma recta final do ano particularmente activa para este mercado e que parece ir ao encontro da descri\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Lu\u00eds Ramos Pinheiro.<\/p>\n<p>Quando instado a fazer um balan\u00e7o do sector, o administrador do Grupo Renascen\u00e7a descreve-o como um \u201csector vivo que procura renovar-se e ter uma competitividade interna forte, sem que isso impe\u00e7a a inova\u00e7\u00e3o\u201d. O respons\u00e1vel d\u00e1 como exemplo dessa capacidade, bem como de valoriza\u00e7\u00e3o do meio r\u00e1dio, a organiza\u00e7\u00e3o dos pr\u00e9mios Spot, durante anos uma iniciativa do Grupo Renascen\u00e7a (os Hit Parade), mas que este ano assumiu uma nova designa\u00e7\u00e3o e envolveu igualmente a Media Capital R\u00e1dios (MCR) e Controlinveste (TSF).<br \/>\nPelo cen\u00e1rio atr\u00e1s descrito a crise que submergiu o mercado de media, parece n\u00e3o ter atingido o sector da r\u00e1dio, mas ser\u00e1 que de facto \u00e9 assim? A resposta \u00e9 \u2018nim\u2019.<\/p>\n<p>\u201cO sector est\u00e1 melhor [do que o mercado]. Ao contr\u00e1rio de sectores que ca\u00edram 20 a 30 por cento, a r\u00e1dio teve quebras de 7 por cento no acumulado de Janeiro a Setembro\u201d, refere Lu\u00eds Cabral, administrador da MCR, que acredita que face \u00e0s descidas de investimento publicit\u00e1rio ocorridas na generalidade dos media, a r\u00e1dio \u201cn\u00e3o foi o meio mais penalizado\u201d. Um ponto de vista igualmente partilhado por Jos\u00e9 Lu\u00eds Ramos Pinheiro.<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m ignora a crise que atingiu o mundo e o mercado publicit\u00e1rio. 2009 n\u00e3o foi um ano positivo desse ponto de vista\u201d, come\u00e7a por referir o respons\u00e1vel. Contudo, ressalva, \u201ca r\u00e1dio ganhou mais do que um por cento de quota de mercado publicit\u00e1rio em Portugal\u201d. Uma conquista de uma maior fatia do bolo publicit\u00e1rio que Jos\u00e9 Lu\u00eds Ramos Pinheiro aponta ao facto da r\u00e1dio \u201cser um meio que trata bem os seus anunciantes\u201d, onde \u201cn\u00e3o h\u00e1 grandes t\u00faneis de publicidade\u201d, fazendo que n\u00e3o \u201cse canibalizem marcas e anunciantes\u201d. Todavia, o respons\u00e1vel, alerta para o que chama de \u201cobst\u00e1culos\u201d levantados pelo Banco de Portugal relativamente \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o de produtos financeiros, \u201cexig\u00eancias\u201d que, acredita, podem levar a um \u201cdesinvestimento dos anunciantes [dessa \u00e1rea] no meio r\u00e1dio\u201d. Jos\u00e9 Lu\u00eds Ramos Pinheiro n\u00e3o precisa valores de quebra do investimento do sector banc\u00e1rio no meio, afirmando que \u201cos dados que temos s\u00e3o os sucessivos obst\u00e1culos\u201d, que, considera, \u201cn\u00e3o resolvem o problema [junto dos consumidores], limitam-se a matar o mensageiro: os meios\u201d. A quest\u00e3o, diz, \u201cest\u00e1 a ser tratada\u201d n\u00e3o s\u00f3 por via da Confedera\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social, como pelos pr\u00f3prios operadores, acreditando o respons\u00e1vel do Grupo Renascen\u00e7a que se chegar\u00e1 a uma \u201csolu\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel\u201d relativamente a este tema.<\/p>\n<p>Nuno In\u00e1cio, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de R\u00e1dios de Inspira\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 (ARIC), destaca, por seu lado, o \u201caumento das taxas, sobre taxas, e de taxas indirectas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando a dificuldade \u00e9 fazer face aos custos acrescidos que nos s\u00e3o imputados pela legisla\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fazem sentido\u201d, diz. Custos acrescidos que, afirma, dificultam ainda mais a subsist\u00eancia das r\u00e1dios.<\/p>\n<p>Um \u201cano melhor do que seria de esperar\u201d foi a forma como Paulo Baldaia, director da TSF, avaliou a evolu\u00e7\u00e3o do sector de r\u00e1dio. Ou seja, no entender do respons\u00e1vel da esta\u00e7\u00e3o do grupo Controlinveste, depois de Fevereiro\/Mar\u00e7o, per\u00edodo em que o \u201cinvestimento publicit\u00e1rio bateu no fundo e que se pensava que este ano seria definitivamente para esquecer\u201d, as piores previs\u00f5es acabaram por ser menos negras do que se chegou a antecipar.<\/p>\n<p>Um ponto de vista optimista q.b. partilhado igualmente por outros operadores, como \u00e9 o caso de Joaquim Po\u00e7as. O director-geral das r\u00e1dios Nova Era e a Festival (do grupo Luso Canal, de Lu\u00eds Montez), assegura que as esta\u00e7\u00f5es que dirige \u201cest\u00e3o bem\u201d. A Nova Era viu crescer as suas receitas 10 por cento e a Festival aumentou \u201c2 a 5 por cento\u201d, revela, apesar dos seus perfis distintos de audi\u00eancia e de anunciantes, situa\u00e7\u00e3o que o respons\u00e1vel aponta a uma atitude \u201cproactiva\u201d junto dos anunciantes.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Faustino, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Radiodifus\u00e3o (APR), tra\u00e7a para o sector da r\u00e1dio, e em particular o das r\u00e1dios locais, um cen\u00e1rio cinzento.\u201dO pa\u00eds vivia numa crise que se agudizou com a crise internacional. O sector de r\u00e1dio \u00e9 o espelho do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Vivemos sempre em crise\u201d, diz. Contudo, argumenta, o facto do sector das r\u00e1dios locais viver em constante situa\u00e7\u00e3o de menor abund\u00e2ncia, fez com que a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 recess\u00e3o fosse menos dram\u00e1tica. Apesar da \u201ctend\u00eancia de quebra\u201d do investimento publicit\u00e1rio verificada, Jos\u00e9 Faustino acredita que esta n\u00e3o foi t\u00e3o acentuada como nas esta\u00e7\u00f5es nacionais dado o factor proximidade. \u201cAs r\u00e1dios t\u00eam feito uma evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 do ponto de vista t\u00e9cnico, como conte\u00fados, programas e recursos humanos. O que houve foi que esta apet\u00eancia para a evolu\u00e7\u00e3o foi refreada pela crise\u201d, considera.<\/p>\n<p>As reestrutura\u00e7\u00f5es\u2026<\/p>\n<p>E, em alguns casos, mesmo o de grandes grupos empresariais, a palavra \u2018evolu\u00e7\u00e3o\u2019 foi substitu\u00edda por \u2018reestrutura\u00e7\u00e3o\u2019. Em Junho a TSF iniciou um processo de reorganiza\u00e7\u00e3o que levou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o de cerca de uma dezena de postos de trabalho. A conten\u00e7\u00e3o de custos foi um dos factores que pesou na decis\u00e3o. \u201cA TSF est\u00e1 est\u00e1vel\u201d, assegura Paulo Baldaia, afirmando que a situa\u00e7\u00e3o \u201cest\u00e1 resolvida\u201d, tendo a redu\u00e7\u00e3o de quadros sido alcan\u00e7ada \u201cpor acordos\u201d. J\u00e1 a MCR, depois de em Julho ter anunciado uma nova direc\u00e7\u00e3o comercial, com a entrada de Salvador Bourbon Ribeiro (antigo director comercial da TSF), em Outubro efectuou um despedimento colectivo que afectou cerca de uma dezena de profissionais. A redu\u00e7\u00e3o foi transversal a todas as \u00e1reas da empresa, mas atingiu em particular o R\u00e1dio Clube Portugu\u00eas (RCP). A decis\u00e3o dava seguimento a uma pol\u00edtica de conten\u00e7\u00e3o de custos a decorrer no bra\u00e7o radiof\u00f3nico do grupo Media Capital desde finais do ano passado e que, at\u00e9 Setembro, se tinha convertido numa redu\u00e7\u00e3o de 15 por cento dos custos operacionais, para os 9,9 milh\u00f5es de euros, valores que, segundo o relat\u00f3rio e contas do grupo, resultavam de uma diminui\u00e7\u00e3o \u201cnos custos de marketing e publicidade e da redu\u00e7\u00e3o do quadro de colaboradores da MCR\u201d. \u201cEsta racionaliza\u00e7\u00e3o da estrutura de custos, procura n\u00e3o s\u00f3 adequar a mesma \u00e0 actual evolu\u00e7\u00e3o do segmento e do seu mercado, mas tamb\u00e9m posicionar a MCR de forma a poder manter-se competitiva para desenvolvimento da actividade de r\u00e1dio\u201d, justificava o grupo. Questionado sobre o tema reestrutura\u00e7\u00e3o, Lu\u00eds Cabral, administrador da MCR, pouco mais quis acrescentar, preferindo frisar que o processo visa adequar e reorganizar o portf\u00f3lio do grupo, que \u201coferece atrav\u00e9s das diversas esta\u00e7\u00f5es um produto radiof\u00f3nico dos 15 aos 55 anos\u201d, destacando o refor\u00e7o do \u201cporta-avi\u00f5es\u201d R\u00e1dio Comercial com a contrata\u00e7\u00e3o de Nuno Markl (que vai fazer as manh\u00e3s da Comercial e um programa ao fim-de-semana), e a futura reorganiza\u00e7\u00e3o das manh\u00e3s da M80. A esta\u00e7\u00e3o, revela, vai apresentar a partir de 7 de Dezembro, uma \u201cdupla homem\/mulher, muito forte\u201d e uma programa\u00e7\u00e3o neste per\u00edodo hor\u00e1rio \u201cmuito bem pensada para o target da M80\u201d, argumenta, preferindo, para j\u00e1, n\u00e3o revelar mais pormenores. Quanto ao R\u00e1dio Clube Portugu\u00eas, Lu\u00eds Cabral recordou a recente reformula\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o em termos de programa\u00e7\u00e3o, com a introdu\u00e7\u00e3o de uma maior componente musical, embora mantendo a sua componente de r\u00e1dio de palavra. No entanto, as cont\u00ednuas redu\u00e7\u00f5es de quadros que o projecto tem vindo a sofrer, e a troca de antenas com a M80 parecem indiciar que este j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o projecto que concentra as aten\u00e7\u00f5es do grupo. Depois das trocas em Outubro dos R\u00e1dios Clube de Leiria e Minho para esta\u00e7\u00f5es musicais (esta \u00faltima passou a emitir a Mega Hits, em Braga), o grupo solicitou \u00e0 Entidade Reguladora para a Comunica\u00e7\u00e3o Social (ERC), atrav\u00e9s da R\u00e1dio Regional de Lisboa, a mudan\u00e7a de servi\u00e7o de programa e denomina\u00e7\u00e3o do mesmo de R\u00e1dio Clube Portugu\u00eas para M80, passando a esta\u00e7\u00e3o a emitir na rede de emissores detida pela empresa R\u00e1dio XXI, onde antes transmitia a M80. Uma altera\u00e7\u00e3o solicitada porque argumentava o operador, apesar de ser \u201cum produto de qualidade\u201d, o RCP \u201cn\u00e3o conseguiu romper com h\u00e1bitos muito enraizados na sociedade portuguesa no que se refere a r\u00e1dios de palavra, n\u00e3o tendo conseguido atingir os seus objectivos a n\u00edvel de audi\u00eancia\u201d, pode-se ler na delibera\u00e7\u00e3o aprovada a 4 de Novembro.<\/p>\n<p>A promessa do digital<\/p>\n<p>J\u00e1 no online o grupo vai apostar no Cotonete, projecto que o administrador da MCR n\u00e3o hesita em classificar de \u201cr\u00e1dio de refer\u00eancia\u201d dos projectos de web r\u00e1dio. \u201cAt\u00e9 ao fim do ano temos o Cotonete renovado\u201d, afian\u00e7a Lu\u00eds Cabral. O reformulado Cotonete vai manter o notici\u00e1rio, mas a aposta vai ser, sobretudo, em tornar ainda mais \u201cuser friendly\u201do projecto, procurando aumentar a cria\u00e7\u00e3o de r\u00e1dios online pelo pr\u00f3prio utilizador, mas tamb\u00e9m disponibilizando uma maior oferta de r\u00e1dios tem\u00e1ticas pr\u00e9-definidas, explica Lu\u00eds Cabral. O desde Junho administrador da MCR n\u00e3o precisa valores de factura\u00e7\u00e3o para esta aposta, mas admite que o objectivo desta mudan\u00e7a \u00e9 potenciar o crescimento dos pageviews e de utilizadores, factores que, frisa, influenciam directamente o investimento publicit\u00e1rio nesta plataforma.<\/p>\n<p>No Grupo Renascen\u00e7a, revela Jos\u00e9 Lu\u00eds Ramos Pinheiro, \u201c5 por cento da factura\u00e7\u00e3o tem origem no online e acreditamos que em 2010 continuaremos a crescer\u201d. O grupo tem no seu portf\u00f3lio projectos de web r\u00e1dios como a Amos80 ou a Oceano Pac\u00edfico que \u201capresentam crescimentos not\u00e1veis em termos de ouvintes di\u00e1rios e mensais\u201d. \u201cH\u00e1 um crescimento da nossa audi\u00eancias ao n\u00edvel das emiss\u00f5es online\u201d, um terreno apetec\u00edvel para os anunciantes, acredita. Para o pr\u00f3ximo ano, o grupo vai continuar a investir em projectos com estas caracter\u00edsticas, aproveitando tamb\u00e9m as potencialidades do v\u00eddeo. O objectivo \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 fidelizar o p\u00fablico das esta\u00e7\u00f5es do grupo, mas tamb\u00e9m cativar \u201cp\u00fablicos que n\u00e3o s\u00e3o exclusivos da r\u00e1dio\u201d, atrav\u00e9s do lan\u00e7amento de \u201cduas a tr\u00eas web TV\u201d, com \u201cconte\u00fados quer l\u00fadicos, quer informativos\u201d, diz o administrador do grupo Renascen\u00e7a, preferindo n\u00e3o adiantar mais pormenores.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o representa um evolu\u00e7\u00e3o na estrat\u00e9gia inicial do grupo que, em Outubro de 2007, altura em que pela primeira vez que dava conta publicamente do seu interesse em lan\u00e7ar um projecto de web TV. \u201cN\u00e3o acreditamos que o mesmo projecto consiga ter tudo para todos\u201d, diz. \u201cA hip\u00f3tese que temos formulada \u00e9 de ter v\u00e1rias web TV em fun\u00e7\u00e3o dos p\u00fablicos\u201d, \u00e0 semelhan\u00e7a da oferta dispon\u00edvel na via hertziana. At\u00e9 ao \u201cprimeiro semestre\u201d do pr\u00f3ximo ano \u00e9 a data que o grupo aponta para ter estes projectos implementados, procurando at\u00e9 l\u00e1 lan\u00e7ar igualmente uma nova web r\u00e1dio \u201ccom conte\u00fados informativos\u201d. \u201cUma r\u00e1dio diferente do que temos na via hertziana\u201d, ou seja, com conte\u00fados \u201cespecificamente produzidos para o online\u201d ou retirados da antena e adaptados a este novo meio. Uma web r\u00e1dio de informa\u00e7\u00e3o desportiva? Sim, admite, Jos\u00e9 Lu\u00eds Ramos Pinheiro, mas tamb\u00e9m de \u201cinforma\u00e7\u00e3o generalista\u201d. \u201cSer\u00e1 uma r\u00e1dio muito flex\u00edvel e polivalente, para responder aos desafios dos acontecimentos importantes, apesar de ter uma programa\u00e7\u00e3o base\u201d, descreve. Valores de investimento, esses ficam no segredo dos deuses.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00e3o unicamente os grupos privados a apostar no online e em projectos de web r\u00e1dios. Nas r\u00e1dios da RTP houve at\u00e9 Setembro um aumento em termos globais de 24 por cento da audi\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es em streaming das esta\u00e7\u00f5es do grupo face a igual per\u00edodo do ano passado, com a RDP Internacional a liderar percentualmente esse crescimento com 70 por cento de aumento, seguido da RDP \u00c1frica com 55 por cento e da Madeira com 50 por cento, descreve Jorge Alexandre Lopes. \u201cMelhores programas\u201d \u00e9 uma das hip\u00f3teses levantadas pelo director-adjunto de plataformas online da RTP para explicar este fen\u00f3meno, mas sobretudo, acredita, esta evolu\u00e7\u00e3o positiva deve-se ao crescimento global no mercado da escuta de r\u00e1dio online. \u201cA web \u00e9 um pipeline de exposi\u00e7\u00e3o do produto que permite um nova din\u00e2mica [com o ouvinte]. A r\u00e1dio vai ter de surfar esta onda, que \u00e9 impar\u00e1vel\u201d, acredita.<\/p>\n<p>As r\u00e1dios da RTP t\u00eam vindo a \u201csurfar a onda\u201d com o lan\u00e7amento de web r\u00e1dios sejam elas \u201cestrat\u00e9gicas\u201d ou de \u201cocasi\u00e3o\u201d, como se lhes descreve Jorge Alexandre Lopes.<\/p>\n<p>Antena 1 \u2013 Vida \u00e9 uma das r\u00e1dios online estrat\u00e9gicas que a esta\u00e7\u00e3o p\u00fablica se prepara para lan\u00e7ar \u201cem breve\u201d. O canal \u00e9 \u201cuma declina\u00e7\u00e3o da Antena 1\u201d e resulta de uma \u201cagrega\u00e7\u00e3o de conte\u00fados de interesse para o cidad\u00e3o\u201d, como da \u00e1rea de sa\u00fade, economia e vida privada. O canal re\u00fane no mesmo espa\u00e7o conte\u00fados de diversos programas do universo RTP, tanto de r\u00e1dio, como de televis\u00e3o, como programas da Sociedade Civil, Jogo da L\u00edngua, Causas P\u00fablicas, Saber Comer, entre outros. A we br\u00e1dio apresenta um \u201calinhamento em directo do que est\u00e1 a acontecer\u201d, mas no caso dos programas de televis\u00e3o, est\u00e1 igualmente dispon\u00edvel o v\u00eddeo do formato em quest\u00e3o, bem como epis\u00f3dios adicionais. \u201cChamar a aten\u00e7\u00e3o para os programas que o grupo RTP tem dispon\u00edveis nos chamados conte\u00fados de servi\u00e7o p\u00fablico\u201d \u00e9 um dos objectivos. No pr\u00f3ximo ano est\u00e1 previsto o lan\u00e7amento de \u201cno m\u00ednimo seis canais novos\u201d, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de novas web r\u00e1dios de ocasi\u00e3o, como a r\u00e1dio Mundial, a comemorativa dos 200 anos de Chopin ou a r\u00e1dio Schumann, exemplifica Jorge Alexandre Lopes.<\/p>\n<p>Uma pol\u00edtica de declina\u00e7\u00e3o de marca que o respons\u00e1vel admite que ir\u00e1 ser extens\u00edvel a outras esta\u00e7\u00f5es da empresa. \u201c\u00c0 semelhan\u00e7a da Antena 1 est\u00e1 previsto come\u00e7armos a fazer declina\u00e7\u00f5es da Antena 3 com uma especificidade maior\u201d, revela, preferindo n\u00e3o adiantar mais pormenores. \u201cA nossa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 cada vez menos de programadores de conte\u00fados, para sermos distribuidores de conte\u00fados. Est\u00e3o aqui consumam quando quiserem. \u00c9 um passo dif\u00edcil para uma ind\u00fastria que funciona numa l\u00f3gica de programadores\u201d, comenta Jorge Alexandre Lopes.<\/p>\n<p>Outras receitas?<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que com maior ou menor grau de sofistica\u00e7\u00e3o, os grupos de media j\u00e1 perceberam que a internet \u00e9 um processo incontorn\u00e1vel. Na TSF Paulo Baldaia, admite que vai continuar a refor\u00e7ar o site em termos de conte\u00fados, funcionalidades e novos blogues, e na r\u00e1dio Nova Era, avan\u00e7a ao M&amp;P Joaquim Po\u00e7as, at\u00e9 ao final de Fevereiro vai estar no ar o novo site da esta\u00e7\u00e3o. Para isso a r\u00e1dio fez uma consulta junto a duas empresas, que preferiu n\u00e3o revelar, para produzir uma nova presen\u00e7a online. \u201cVamos come\u00e7ar a olhar para o online. At\u00e9 hoje quase n\u00e3o temos publicidade no site\u201d, diz o director-geral que aponta como objectivos de factura\u00e7\u00e3o 7.500 euros mensais ao longo do ano.<\/p>\n<p>A digitaliza\u00e7\u00e3o e o online est\u00e3o a trazer igualmente novas hip\u00f3teses de neg\u00f3cio, como a venda de m\u00fasicas online (ver caixa), mas os grupos est\u00e3o a entrar tamb\u00e9m em novas \u00e1reas de neg\u00f3cio que possam gerar fontes de receita adicionais. O Grupo Renascen\u00e7a apostou na organiza\u00e7\u00e3o de eventos e de ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da G\u00e9nius &amp; Meios e, em Fevereiro, a TSF lan\u00e7ou-se na organiza\u00e7\u00e3o de confer\u00eancias. Os eventos s\u00e3o por convite, sendo a receita oriunda \u201cdos patroc\u00ednios e das parcerias\u201d que se estabelecem, precisa Paulo Baldaia. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma \u00e1rea de neg\u00f3cio que seja significativa em termos financeiros no bolo da TSF\u201d, diz. No \u00e2mbito da reestrutura\u00e7\u00e3o imprimida na r\u00e1dio a TSF refor\u00e7ou a aposta em formatos em antena denominados Programas de Elevado Potencial Econ\u00f3mico (PEPE), como Terra-a-Terra (sobre barragens), Made in Portugal ou Vidas em Prova, produtos editoriais patrocinados. Uma oferta que n\u00e3o \u00e9 consensual no seio da esta\u00e7\u00e3o, como d\u00e3o conta os coment\u00e1rios do Conselho de Redac\u00e7\u00e3o (CR) da TSF, em comunicado a que o M&amp;P teve acesso. O CR questionava a pureza jornal\u00edstica dos produtos e se os patroc\u00ednios n\u00e3o poderiam beliscar a independ\u00eancia editorial da esta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Questionado pelo M&amp;P sobre esta mat\u00e9ria, Paulo Baldaia rejeita essa hip\u00f3tese, reafirmando que \u201ca independ\u00eancia tradicional da TSF nos seus notici\u00e1rios est\u00e1 mais do que garantida\u201d. E, para o pr\u00f3ximo ano, assegura, a r\u00e1dio da Controlinveste vai \u201cprosseguir com este tipo de programas\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.meiosepublicidade.pt\/2009\/11\/ondas-hertzianas-cada-vez-mais-digitais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Meios &amp; Publicidade<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em pouco mais de dois meses o sector de r\u00e1dio viu surgir duas novas esta\u00e7\u00f5es (a Super FM e a r\u00e1dio Am\u00e1lia), assistiu esta semana \u00e0 chegada da Mega Hits, esta\u00e7\u00e3o do grupo Renascen\u00e7a, a Braga, e ao aparecimento de novas empresas que olham para a plataforma online e para o mobile como forma de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":884,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35,9],"tags":[45,42],"class_list":["post-915","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-aric-nos-media","category-noticias","tag-aric","tag-meios-publicidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/915","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=915"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":916,"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/915\/revisions\/916"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/884"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aric.pt\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}