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Rádios locais em crise

As rádios locais estão com graves problemas financeiros e a despedir trabalhadores, uma consequência não da nova Lei da Rádio mas da crise, revelaram este Domingo a Associação Portuguesa de Radiodifusão e a Associação de Rádios de Inspiração Cristã.

De acordo com a Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), desde o início do ano foram despedidos mais de duas centenas de trabalhadores das rádios locais e outros tantos poderão ser ainda despedidos.

Tendo em conta que a principal fonte de receita da maioria é a venda de publicidade, o presidente da APR, José Faustino, disse à agência Lusa que “só no primeiro semestre de 2012 houve uma quebra de facturação entre os 30 e os 80 por cento”, devido à redução das receitas da publicidade como consequência da crise económica.

“Há casos de rádios no interior que perderam 80 por cento da sua facturação, o que implica não ter dinheiro para pagar a electricidade quanto mais ordenados ou indemnizações por despedimento”, sublinhou o dirigente.

A mesma posição é assumida por Nuno Inácio, presidente da Associação de Rádios de Inspiração Cristã (ARIC).

“O que se vive é o reflexo da crise económica. As rádios estão com quebras entre os 30 e os 40 por cento. Ora, tendo em conta que a maioria das rádios são microempresas, em que 70 ou 80 por cento dos seus orçamentos se destinam ao pagamento de salários, estão a viver momentos muito complicados”.

Nuno Inácio lembrou que “as câmaras, que investem muito em publicidade nas rádios locais, estão asfixiadas do ponto de vista financeiro e não estão a investir na promoção de eventos que também foram cancelados”.

Contudo, apesar de concordar com a alteração introduzida pela nova Lei da Rádio, o presidente da APR admitiu que o facto de as rádios puderem ser temáticas possa conduzir a uma redução de jornalistas, caso as rádios escolham ser musicais e menos informativas, o que obrigaria por lei a ter jornalistas.

Durante a discussão da nova Lei da Rádio, em vigor há dois anos, a APR e a ARIC foram a seu favor, ao contrário do Sindicato dos Jornalistas.

O sindicato defendeu há duas semanas que a nova Lei da Rádio é um “ataque às rádios locais”, instando as autoridades competentes a eliminarem o “embuste” proporcionado por esta legislação, que as transforma em “repetidores de gira-discos nacionais”.

Fonte: Correio da Manhã

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